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13/06/2019

Greve Geral deve afetar transporte e aulas nas principais capitais nessa sexta-feira (14/06/19).

Greve geral desta sexta-feira está mantida mesmo após liminar da Justiça, segundo centrais sindicais.

A greve geral mobilizada pelas centrais sindicais prevista para amanhã (14/06) deve afetar o transporte e as aulas em capitais brasileiras já a partir da madrugada de sexta-feira, quando motoristas e cobradores de ônibus, metroviários e professores devem cruzar os braços em protesto. A pauta principal da greve geral, segundo centrais sindicais, é manifestar repúdio à proposta do governo para a reforma da Previdência, mas também estão entre as reivindicações maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e protestar contra o contingenciamento na Educação A paralisação convocada para esta sexta-feira por centrais como CUT e Força Sindical deverá contar também com a participação de bancários, metalúrgicos, portuários, mototaxistas e servidores públicos, entre outros trabalhadores. Atos estão programados para ocorrer nas principais avenidas de capitais e grandes cidades do país. Veja a seguir como ficam os serviços de transporte e ensino amanhã em algumas das capitais brasileiras: 

SÃO PAULO

Transporte:
As linhas do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que transportam cerca de 7 milhões de passageiros por dia na região metropolitana, devem operar parcialmente. As linhas 7-rubi, 10-turquesa, 11-coral e 12-safira, da CPTM, e as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata, do metrô, não devem operar, segundo os sindicatos. Os trabalhadores nas linhas 8-diamante, 9-esmeralda e 13-jade, da CPTM, foram liberados pelo sindicato Sorocabana para decidirem individualmente se param ou não. As linhas 4-amarela e 5-lilás, do metrô, devem funcionar normalmente porque são operadas pela iniciativa privada.
Os cerca de 14 mil ônibus municipais que transportam 4 milhões de pessoas diariamente na capital devem parar, segundo o sindicato da categoria. Já as lideranças dos trabalhadores dos intermunicipais e de ônibus da região metropolitana de São Paulo dizem que os trabalhadores estão liberados para decidir se aderem à paralisação.
Os sindicatos que optaram pela paralisação dizem que a adesão está mantida mesmo após a Justiça conceder liminares determinando que seja mantido o serviço de transporte urbano, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento, e os serviços de trem e metrô (neste último caso, com 80% do efetivo).

Educação:
A greve vai atingir as redes municipal e estadual de ensino em São Paulo. Os professores foram convocados pelos sindicatos das categorias (Simpeem e Apeoesp) a participarem dos atos de protesto. No setor privado, ao menos 33 escolas já manifestaram que vão parar, segundo informado no final da tarde de ontem pelo SinproSP (Sindicato dos Professores de São Paulo).

Bancários e comerciários:
De acordo com a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Juvandia Moreira, os bancários já fizeram assembleia e aprovaram a paralisação. “Vão aderir massivamente, no Brasil inteiro”, diz. O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que também é presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, afirmou que o setor também mantém a greve. 

RIO DE JANEIRO

Transporte:
No Rio, a expectativa é de que os serviços de transportes não sejam tão afetados pela greve. O sindicato dos ferroviários informou que não haverá paralisação de serviços.
O Metrô Rio informou a operação será normal nas duas linhas da capital fluminense --embora os metroviários da Riotrilhos terem decidido parar, os funcionários do Metro Rio não aderiram formalmente à decisão sindical.
O sindicato dos rodoviários (que engloba os profissionais que trabalham em ônibus e BRTS da cidade) informou que, em assembleia, a categoria optou formalmente pela paralisação. No entanto, a decisão de trabalhar ou não será dos funcionários nas garagens dos ônibus o que, de acordo com a presidência do Sindicato, pode resultar em baixa aderência.

Educação:
Segundo o Sepe (Sindicato dos Profissionais de Educação) a rede estadual, assim como a rede municipal da capital fluminense, terá paralisações de professores e demais servidores. 

BELO HORIZONTE

Transporte:
O metrô de Belo Horizonte não deve funcionar amanhã, porque os trabalhadores ligados ao Sindimetro (Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais) decidiram em assembleia que vão aderir à greve. Já os ônibus devem circular, segundo o STTRBH (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região Metropolitana), que informou apoiar a pauta de mobilizações, embora sem aderir à greve.

Educação:
A paralisação dos trabalhadores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte já começou ontem e vai até amanhã, segundo o Sind-Rede BH (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal). Os educadores da rede estadual param amanhã, de acordo com o Sinpro Minas (Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais) e a subsede regional do Sind-TE/MG.

CURITIBA

Transporte:
Em Curitiba, ainda não há definição sobre a adesão dos trabalhadores do transporte coletivo. Integrantes do Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana) devem continuar a se reunir hoje nas garagens para discutir a paralisação. 

PORTO ALEGRE

Transporte:
O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul informou que os trens que operam na região metropolitana de Porto Alegre não irão funcionar durante as 24 horas de amanhã.

Educação:
Professores da rede estadual de ensino aderiram à greve, segundo o CPERS (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul). Quem trabalha na rede municipal também se uniu à paralisação nacional, de acordo com o Simpa (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre). 

RECIFE

Transporte:
Os metroviários do Recife também anunciaram adesão à manifestação, e o metrô da capital pernambucana para a partir da 0h de amanhã. Já o sindicato dos motoristas de ônibus ainda não decidiu se vão aderir. Educação: Os professores dos setores público e privado também decidiram paralisar as atividades.  

ARACAJU

Transporte:
Os ônibus do transporte coletivo não devem circular na capital sergipana a partir da 0h, porque a categoria aderiu à greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju.

Educação:
Trabalhadores públicos da área da educação também disseram que vão parar. 

SALVADOR

Transporte:
Os ônibus de Salvador também ficarão sem circular amanhã segundo os trabalhadores.

Educação:
Os sindicatos dos professores do estado e de professores universitários também decidiram se incorporar à greve. 

NATAL

Transporte:
Cerca de 8.000 rodoviários do transporte urbano de Natal e Mossoró farão paralisação por 24 horas a partir da 0h desta sexta-feira, segundo a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística).

Educação:
Já a direção do Sinte/RN (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública) informou que a categoria vai participar do ato unificado, a partir das 15h, em frente ao shopping Midway Mall, na zona Sul de Natal. 

FORTALEZA

Transporte:
O Sintro-CE (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário) passou a semana em campanha para a categoria aderir à paralisação nacional e informou que vai participar da greve geral. Mas não disse quantos ônibus deixarão de circular em Fortaleza, nem o horário de início da greve.

Educação:
Professores de pelo menos 27 cidades do Ceará deverão aderir ao ato, segundo o Sindicato Apeoc (Associação dos Professores de Estabelecimentos do Ceará), incluindo a capital Fortaleza.  

TERESINA

Transporte:
Segundo o Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviários de Teresina), a categoria ainda não decidiu se para na sexta ou não.

Educação:
Professores do Piauí aproveitarão o movimento de amanhã para entrar em greve por tempo indeterminado. Decisão tomada, segundo a presidente do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Piauí), Paulina Almeida, após tentativas sem sucesso de negociar reajuste salarial com o governo do estado. O Sindeducação (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) convocou educadores da rede pública para uma assembleia geral extraordinária, às 8h30, para definir as próximas estratégias de mobilização da categoria. À tarde, professores vão participar das manifestações relativas à Greve Geral nacional, partir das 13 horas, na praça Deodoro.

Elaboração –Central de Gestão de Eventos e Rupturas Apisul 
Divulgação – Área Gerenciamento de Riscos Apisul São Paulo
Fonte: Estadão / Exame.

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